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Zeca FonsecaZeca Fonseca cria um futuro onde os papéis são invertidos e os preconceitos também.

De maneira divertida, Zeca faz uma abordagem quase sci-fi do tema, e nos faz pensar e repensar nossos papéis hoje.

Leia e forme sua opinião.

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16 comentários sobre Nova Ordem Sexual:

  1. Alcides Neto disse:

    Proposta genial , exelente conto!!!!!!!!!! Um conto que por esbarrar na verdade , tem a possibilidade de tornar-se realidade…………..

  2. Victor Rosa disse:

    Desconhecia, até então, esse estilo sci-fi do Zeca. Genial o tom apocalíptico com que ele descreve o mundo regido pelos “policegays”. Original, por abordar um mal antigo – o totalitarismo – de uma forma inédita e futurista.

  3. H.B. Leal disse:

    O conto do Zeca Fonseca – Nova Ordem Sexual – pode ser lido sob vários prismas, uns mais simpáticos, outros nem tanto. A primeira lembrança que me veio à mente com a leitura foi uma frase anarquista de Pierre-Joseph Proudhon: “Quem quer que seja que ponha as mãos sobre mim, para me governar, é um usurpador, um tirano. Eu o declaro meu inimigo” (Cf. Os Grandes Escritos Anarquistas, selecionados por George Woodcock, publicados no Brasil.). Porque assim como alguém já se rebelou contra o Estado, propondo uma forma “anarquizada” de viver o coletivo, o Zeca Fonseca – numa aparente defesa dos homens heterossexuais (cuidado, ele não é homofóbico!) – também se rebela contra as formas “politicamente corretas” atreladas aos gêneros e opções sexuais da contemporaneidade. Ele reage com humor, ironia, anarquicamente. Mas também com sarcasmo e uma pitada de crueldade, recusando-se a aceitar, como se fosse um homem fora do seu tempo, o que, a seu ver, parece ser contra a natureza: a morte do heterossexual.
    Ele diz não ao “totalitarismo pink” ou à “primazia de Lesbos”, predispondo-se a lutar literiamente contra a police gay e seus check points avaliadores de níveis de testosterona. Divertidíssimo, porém, de modo subliminar, Zeca Fonseca atribui aos gays e às lésbicas poderes totalitários e níveis imensuráveis de ressentimento que só podem ser aplacados mediante a vingança contra os heterossexuais. O contista está com raiva da onda gay? (Esta deve ser a inquietação de tantos filhos de Alcebíades e Sapho, hoje em dia tão armados e prontos para se defenderem contra qualquer opinião adversa, “ameaça”, real ou imaginada.)
    Tenho a impressão de que Zeca Fonseca apenas quis fazer literatura com uma questão bem contemporânea. E o fez como sabe fazer: ironizando e profetizando apocalipses anárquicos. Nada disso vai acontecer. Assim todos esperamos. Se o sexo é uma das formas de expressão do Amor, que seja mais sentimento do que mero instinto. Não haverá guerra de gêneros. Há amor e camas para todos.
    Mas o profeta Zeca falou. Se João, na ilha de Patmos, também escreveu seu Apocalipse, por que Zeca Fonseca, em sua Niterói, não o faria também?
    (H.B.Leal, em Petrópolis, RJ, 18 jan. 2011, terça-feira, 20h.)

    • Alzira Willcox disse:

      Que análise bem feita, precisa! Ler esse comentário é tão prazeroso quanto ler o conto NOS.Adorei o final:
      “Há amor e camas para todos”. Muito bom.
      E é isso, Zeca Fonseca faz uma literatura vigorosa, irônica, aproveitando bem os temas contemporâneos. Nunca se acomodará, será sempre polêmico. Acho isso ótimo, na verdade.
      Parabéns H.B.Leal!

    • zeca Fonseca disse:

      A impressão que tenho ao ler a resenha do ótimo escritor H.B.Leal (que agora também passa a publicar suas obras pela Editora Faces) é que o meu conto só é bom se vier acompanhado desta sua crítica. Neste caso, conto e crítica são quase como irmãos siameses. Diferentes na forma, mais atados no cerne imperceptível de uma literatura que agoniza em meio ao lixoide que é produzido em massa pelas grandes editoras.

  4. H.B. Leal disse:

    Despertei hoje com o conto do Zeca Fonseca na mente. Suas palavras, seu visionarismo, sua rebeldia contra a “ditadura do politicamente correto”. Resolvi ler novamente seu conto A Nova Ordem Sexual, guardei-o em meu arquivo de leituras especiais. E o li várias vezes. Soou de novo como uma profecia anárquica, como um texto escrito na ilha de Patmos transportada para Niterói. “Um Admirável Mundo Novo” à vista, Zeca Fonseca?
    Falo isso para destacar a competência literária do contista. Que seu apocalipse totalitário, o “apocalipse do general Alcebíades e da poeta Sapho”, enfim, não se concretize; que haja amor e cama para todos. Mas peçamos: que o escritor Zeca Fonseca continue a escrever e a propiciar-nos textos que exprimam insolência e capacidade literária. Tal como este conto que ele escreveu com rara inspiração.
    (Em Petrópolis, RJ, 19 jan. 2011, 10h03min.)

  5. Waldir Leite disse:

    Nova ordem sexual é um conto inteligente e divertido. Seria Zeca Fonseca um novo H. G. Wells? Sua descrição do futuro é algo sui generis, só pra fazer um trocadilho com aquela famosa revista gay. Penso que o conto é um excelente argumento para um filme do Ridley Scott ou do Steven Spielberg. Seria muito divertido assistir a um filme que mostra os heterossexuais sendo perseguidos e discrimandos. Pitgays apontando os caras e jogando pedras. E gays politicamente corretos defendendo os direitos das minorias: “coitadinhos, eles são heteros, mas são legais”. Parabéns, Zeca!

  6. Gian Morais disse:

    Eu achei tudo uma grosseira demência do narrativu e da poíesis.

    Essa criatura é filho de Ruben Fonseca? Ironico, heteronormativo-fascista e inexplicável.

    Mas sabe que me ocorreu que todos deveriam perder seu precioso tempo lendo isso?
    Quem sabe alguém com coragem não faz dele o primeiro “macho” executado dessa história com intensão de profecia, pensei.

    Porque esse tipo de pânico infundado – o mesmo dos fundamentalistas – presente na retórica do Zeca, não deve ser jogado na lata do lixo da História. Não se deve ignorar isso. Pelo contrário, é preciso ler e se espantar com essas insinuações, que podem se tornar sim um monstro que têm seus tentáculos em grande parte do continente africano, na forma de cristandade, sobretudo de raízes protestantes, além de outras manifestações religiosas e sociais – sou filho de ministros de uma grande denominação evangélica e sei o que é isso dentro de casa, por exemplo.

    O texto do Zeca não é coisa de um adolescente. É coisa de quem quer arrebanhar leitores (mal) acostumados a uma literatura cheia da óbvia expectativa que, como um presbítero, fica cagando regras em cima de um púlpito.

    Parafraseando um bom escritor que diz “Não se sonha com idéias ensinadas”, quero manifestar aqui meu total desprezo a esse tipo de construção – conto? oi? – que não liberta, que não permite sonhar, que não encanta, nem faz cócegas.

    E por favor, nem Gentileza – que também não sabia escrever; porque esse Zeca não sabe. Fato – se prestou a esse tipo de retórica fingindo ser literatura.

    Zeca, Silas Malafaia te ama.

    E zezuis te despreza.

  7. Rovena França disse:

    Genial Zeca !!! Parabéns.

    -

    Gian , sai logo do ármário e leve essa inveja e falta de educação para um terapeuta. Ok.

  8. Gian Morais disse:

    Querida, Rovena (nome estranho…)

    Seus aforismos não me atingem. Nunca estive no armário. Tenho inveja do Dostoiévski, Machado de Assis, Voltaire, Virginia Woolf, Clarice Lispector, Lu Xun, Ryunosuke Akutagawa, João Gilberto Noll… e do Jonas Sulzbach e não escondo isso de ninguém… nem do meu terapeuta.

    Educação eu não quero, obrigado.

    Não dá pra ter inveja do Zeca, sinto muito. Só náusea mesmo, Rovena. (nome estranho…)

    Beijinho no seu coração.

  9. Luciano S. de Freitas disse:

    Certos comentários enriquecem, acrescentam. Não necessariamente apenas elogiosos, porque esses também podem iludir. Mas consistentes e bem embasados que é o que deseja o escritor.
    Outros comentários tristemente se perdem no limbo dos preconceitos, das lutas intestinas, da não-compreensão, da análise tacanha.
    Mas é nesse embate de ideias que se forjam os bons escritores, entre os quais certamente se alinha Zeca Fonseca.
    Dizia Nelson Rodrigues que toda unanimidade é burra. Bem, então, que bom que o conto de Zeca Fonseca não tem aprovação unânime…
    É um conto ficcional, no tom de fina ironia que caracteriza o escritor. Aborda de maneira muito interessante, e até divertida, o preconceito às avessas. Claro que não é homofóbico e nem incita o preconceito. Lamento por quem não alcançou, não entendeu e se irritou. Gasto inútil de energia contra nada…
    Quero mais é ler outros contos de Zeca Fonseca. O cara é bom!

  10. Aline B. disse:

    A história é divertida e inteligente…
    Na verdade ninguém deve ser perseguido – nem nós homos de hj, nem os heteros de amanhã!
    Tem espaço para todos neste mundo, real ou ficcional!
    Gian, o Zeca não precisa morrer!
    Seu último livro “Pandemonium” é uma obra de arte. Impossível ler este livro e não se emocionar ou ficar impactado de alguma maneira. Comprei aqui no site o exemplar de nº1888, que chegou em menos de uma semana na minha porta.
    Po, Gian, que raiva é essa? Algo pessoal?
    Eu não me sinto agredida!
    Acho que o futuro vai chegar meio assim mesmo…
    Quero ter filhos com minha namorada numa sociedade sem homofobia alguma!
    Sou gay e não me senti ofendida assim como vc, Gian. Ainda por cima o que me parece é que vc extravasou algum incômodo, recalque ou inveja.
    Mas, não importam os fatores e sim que esses sentimentos são uma merda. Você é escritor?
    Zeca, se vc ler isso aqui, receba meus parabéns pelo Pandemonium e pelo Nova Ordem Social. Vou comprar aquele seu primeiro romance tb.
    Resolvi pagar dez reais pelo conto depois que li o seu comentário raivoso. Pensei em como deve ser dura a vida de um escritor que é filho de um dos maiores escritores da lingua portuguesa. E ainda ter de escutar críticas ressentidas como a sua.
    Continue firme, Zeca!

    Aline

  11. Gian Morais disse:

    Vamos lá: Não sou escritor. Também não há nenhum ressentimento. Nem inveja. Quando faço menção de morte é ÓBVIO que não quero sangue ou coisa assim. O que quis fazer aqui é o que o Zeca fez: uma provocação rasteira. Sim, rasteira, porque não há nada de genial nisso que foi chamado de conto e que vi sendo celebrado em coro por todos os comentários aqui. A unanimidade é sim burra, principalmente quando soa como um rumor de praça de alimentação.

    Há ainda que dizer que o texto não tem nada de gênesis, vanguarda da coragem heterossexual em um mundo prestes a sucumbir na babaquice do politicamente correto cantada sem qualquer domínio da reflexão com acuidade. Por exemplo, há um filme grego chamado Σκύψε Ευλογημένη (Straight Story) que fala dessa mesma temática abordada por Zeca Fonseca. Com a diferença que é sim divertido e genial. Um filme que saiu em 2006, acho.

    E já que a escrita do Zeca em N.O.S pode ser considerada como uma “narrativa profética” e genial – bem na vibe de um pastor fundamentalista em transe que diz profetizar, que tenta convencer, com moral da história e tudo, coisa mais careta do mundo – dentro dos moldes do conto, por que não considerar a minha “fúria”,o meu “ressentimento”, a minha “inveja” como uma figura de linguagem que veio aqui desafinar o coro? Ou há a preferência a psicologizar tudo – até o que não se conhece. Vocês não me conhecem. – a cientificar tudo com aquelas idéias estáveis, sutis negadoras da imaginação? O reducionismo é algo que me incomoda. E foi até então o que foi feito aqui. Só vozes celebrantes.

    E desculpa, mas não sou obrigado a concordar com o refrão “genial! genial!” tão sibilado aqui. A escrita do Zeca em N.O.S é pobre, sem beleza – a beleza conceituada pelo platônicos, diga-se de passagem.

    É claro que é preciso coragem pra falar tão abertamente aquilo que as pessoas não tem a ousadia de pronunciar nas rodas de amigos, ou no trabalho, enfim. Nesse sentido eu comprimento o Zeca, parabenizo.

    Mas, por favor, mais respeito com os deuses da palavra. Não venha me dizer que uma construção dessas é genial, ela soa muito amadora. Coisa de quem não sabe as fronteiras entre fazer imaginar e fazer tagarelices com as certezas cotidianas, usar de axiomas, como um orador diante das multidões de nossas dúvidas.

    Digamos que o N.O.S chamado de conto aqui esteja mais pra um fábula medieval. E sem desmerecer o tempo-espaço rico que foi a Idade Média e suas figuras tomadas de medo de um Deus louco.

    Só que Deus agora é um travesti às gargalhadas, a ouvir tolinhos achando aforismos coisa de gente genial.

    Enfim.

  12. Simone disse:

    Muito Criativo!

    Mas para toda a ação há uma reação.

    Se eu pertencesse a essa nova era, com certeza, seria uma “Che Guevara” em busca da preservação da espécie.

    Eu sou uma fã incondicional do HOMEM. Não do homem macho “a lá Gerce Valadão”, mas do homem amigo, inteligente, criativo, educado e extremamente interessante. o Extermínio do homem abalaria, radicalmente, as leis da natureza.

    Me vi uma personagem do conto, como a John Connor (Exterminador do Futuro,)Lutaria com unhas e dentes contra N.O.S.

    Parabéns, Zeca por sua criatividade e audácia.

  13. izabel disse:

    Eu tinha lido o Pandemonium do Zeca e estou procurando O Adorador pra ler. Acontece que li o texto da Nova Ordem Sexual e quando vim pagar vi que a promoção tinha acabado. Demorei demais, é verdade. Gostei muito do texto, ele me parece uma bela idéia a ser desenrolada em um romance, por exemplo. Porque a gente precisa pensar um pouco nas coisas, óbvias ou não. Achei pedagógico, huahuahua, didático. E acho que vale uma boa grana, sim, que talvez eu não tenha. Aliás, é difícil isso de ‘pague o quanto acha que vale’. Arte é um troço sem preço, e o Zeca escreve com arte. Vale uma vida, por exemplo. E claro que o autor precisa sobreviver, então precisa ter um preço.
    Quero ler O Adorador.

    Quero ler mais Zeca Fonseca.

    Gostei da experiência.

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